terça-feira, 17 de março de 2009

Freeport "Jornal Expresso"

Uma escuta telefónica de 17 minutos, feita a uma pessoa envolvida no caso Freeport, inclui uma afirmação que liga o alegado pagamento de 'luvas' em troca da aprovação do outlet ao primeiro-ministro, José Sócrates. A intercepção remonta a 9 de Fevereiro de 2005, dois dias após a abertura do inquérito pelo Ministério Público do Montijo, apurou o Expresso, depois de ter autorização do Tribunal Constitucional para consultar esta semana os oito volumes do processo de fuga de informação que condenou o inspector Elias Torrão, da Polícia Judiciária de Setúbal.
A passagem em forma de desabafo - "vão mas é chatear o Sócrates porque ele é que recebeu os 500 mil" - é descrita pela inspectora titular da investigação, Carla Gomes, durante uma inquirição. O processo paralelo do inspector Torrão dá conta ainda de que um conjunto de dados sobre o património de Sócrates foi enviado em 2006 para os autos da investigação ao Freeport.
A conversa interceptada a 9 de Fevereiro de 2005 surge também referida em duas ocasiões pela coordenadora da PJ de Setúbal, Maria Alice Fernandes, e aconteceu no mesmo dia em que a PJ montou seis buscas em vários pontos de Alcochete, nas vésperas de "O Independente" ter publicado, a 11 de Fevereiro, uma notícia em que referia o nome de Sócrates como fazendo parte da lista de suspeitos do caso. O que significa que a escuta já existia quando, na altura, a direcção nacional da PJ e a Procuradoria-Geral da República se apressaram a afirmar que Sócrates não constava do processo.
Em nenhuma das referências consultadas pelo Expresso vem quem é o suspeito sob escuta, sendo que o nome consta dos 9 volumes e 230 apensos do inquérito-crime do Freeport, ainda em segredo de justiça e ao qual o Expresso não teve acesso.
Numa acareação que confrontou Maria Alice com Torrão, a coordenadora acrescentou que a escuta foi ouvida em alta voz nas instalações da PJ de Setúbal na presença dela, de Carla Gomes, de Torrão e de mais três inspectores, "na qual o indivíduo interceptado revelava elementos importantes para a investigação".
Os depoimentos de Maria Alice para o processo de fuga de informação dão a entender que estiveram sob escuta nesse dia, pelo menos, indivíduos relacionados com a busca feita especificamente à Câmara de Alcochete.A coordenadora da PJ revelou que ela própria teve de se deslocar com urgência no final da manhã ao tribunal do Montijo para ser autorizada a incluir nas escutas um novo número, depois de a sua equipa ter concluído que o telemóvel do então presidente da autarquia, José Dias Inocêncio, estava desactivado.Dados sobre património
Outra das revelações que os oito volumes integrais do processo do inspector Torrão trazem é o facto de uma procuradora-adjunta do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa ter remetido para inclusão no processo-crime do Freeport um dossiê de 145 páginas que incluía "certidões registrais relativas à aquisição e venda de património por José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa e outros actos jurídicos relativos à sua vida privada", segundo consta de um despacho de 23 de Janeiro de 2006.
No ofício assinado pela procuradora Inês Bonina, lê-se que o dossiê de 145 páginas foi-lhe entregue uma semana antes pela coordenadora da PJ Maria Alice Fernandes. "A nosso ver, e após se ter procedido à sua leitura e análise, a referida documentação não se reveste de qualquer interesse para a presente investigação (sobre a fuga de informação), contudo, a sua pertinência para a investigação em curso no âmbito do NUIP 77/05.2JASTB (processo de corrupção do Freeport) deverá ser ponderada pelo Ministério Público".
Um dos argumentos usados nas inquirições por Maria Alice para não ter incluído antes, por sua iniciativa, a documentação relativa à vida privada de Sócrates no processo sobre corrupção prende-se com a tese de no inquérito aberto a 7 de Fevereiro de 2005 "apenas estarem em causa as relações entre a câmara municipal de Alcochete, o complexo Freeport e os serviços de consultadoria identificados no processo-crime e em relação aos quais foram pedidas as buscas".

Sócrates e o Freeport
9 de Fevereiro de 2005 Um suspeito interceptado fala de Sócrates ao telefone
11 de Fevereiro de 2005 Duas testemunhas referem conversas sobre Sócrates
30 de Janeiro de 2006 Dossiê sobre património de Sócrates é junto ao processo
3 de Março de 2006 'Luvas' a Sócrates são admitidas por Charles Smith num vídeo
22 de Janeiro de 2009 Busca a casa de tio de Sócrates

terça-feira, 10 de março de 2009

S´crates o ditador

"Mensagem recebida por email."

'Sócrates, o ditador' por António BarretoA saída de António Costa para a Câmara de Lisboa pode ser interpretada de muitas maneiras. Mas, se as intenções podem ser interessantes, os resultados é que contam. Entre estes, está o facto de o candidato à Autarquia se ter afastado do Governo e do Partido, o que deixa Sócrates praticamente sozinho à frente de um e de outro. Único senhor a bordo tem um mestre e uma inspiração. Com Guterres, o primeiro-ministro aprendeu a ambição pessoal, mas, contra ele, percebeu que a indecisão pode ser fatal, ao ponto de, com zelo, se exceder: Prefere decidir mal, mas rapidamente, do que adiar para estudar. Em Cavaco, colheu o desdém pelo seu partido. Com os dois e com a sua própria intuição autoritária, compreendeu que se pode governar sem políticos. Onde estão os políticos socialistas? Aqueles que conhecemos, cujas ideias pesaram alguma coisa e que são responsáveis pelo seu passado? Uns saneados, outros afastados. Uns reformaram-se da política, outros foram encostados. Uns foram promovidos ao céu, outros mudaram de profissão. Uns foram viajar, outros ganhar dinheiro. Uns desapareceram sem deixar vestígios, outros estão empregados nas empresas que dependem do Governo. Manuel Alegre resiste, mas já não conta. Medeiros Ferreira ensina e escreve. Jaime Gama preside sem poderes. João Cravinho emigrou. Jorge Coelho está a milhas de distância e vai dizendo, sem convicção, que o socialismo ainda existe. António Vitorino, eterno desejado, exerce a sua profissão. Almeida Santos justifica tudo. Freitas do Amaral reformou-se. Alberto Martins apagou-se. Mário Soares ocupa-se da globalização. Carlos César limitou-se definitivamente aos Açores. João Soares espera. Helena Roseta foi à sua vida independente. Os grandes autarcas do partido estão reduzidos à insignificância. O Grupo Parlamentar parece um jardim-escola sedado. Os sindicalistas quase não existem. O actual pensamento dos socialistas resume-se a uma lengalenga pragmática, justificativa e repetitiva sobre a inevitabilidade do governo e da luta contra o défice. O ideário contemporâneo dos socialistas portugueses é mais silencioso do que a meditação budista. Ainda por cima, Sócrates percebeu depressa que nunca o sentimento público esteve, como hoje, tão adverso e tão farto da política e dos políticos. Sem hesitar, apanhou a onda. Desengane-se quem pensa que as gafes dos ministros incomodam Sócrates. Não mais do que picadas de mosquito. As gafes entretêm a opinião, mobilizam a imprensa, distraem a oposição e ocupam o Parlamento. Mas nada de essencial está em causa. Os disparates de Manuel Pinho fazem rir toda a gente. As tontarias e a prestidigitação estatística de Mário Lino é pura diversão. Não se pense que a irrelevância da maior parte dos ministros, que nada têm a dizer para além dos seus assuntos técnicos, perturba o primeiro-ministro. É assim que ele os quer, como se fossem directores-gerais. «Só o problema da Universidade Independente e dos seus diplomas o incomodou realmente. Mas tratava-se, politicamente, de uma questão menor. Percebeu que as suas fragilidades podiam ser expostas e que nem tudo estava sob controlo. Mas nada de semelhante se repetirá. O estilo de Sócrates consolida-se. Autoritário, Crispado, Despótico, Irritado, Enervado, Detestando ser contrariado. Não admite perguntas que não estavam previstas ou antes combinadas. Pretende saber, sobre as pessoas, o que há para saber. Tem os seus sermões preparados todos os dias. Só ele faz política, ajudado por uma máquina poderosa de recolha de informações, de manipulação da imprensa, de propaganda e de encenação. O verdadeiro Sócrates está presente nos novos bilhetes de identidade, nas tentativas de Augusto Santos Silva de tutelar a imprensa livre, na teimosia descabelada de Mário Lino, na concentração das polícias sob seu mando e no processo que o Ministério da Educação abriu contra um funcionário que se exprimiu em privado. O estilo de Sócrates está vivo, por inteiro, no ambiente que se vive, feito já de medo e apreensão. A austeridade administrativa e orçamental ameaça a tranquilidade de cidadãos que sentem que a sua liberdade de expressão pode ser onerosa. A imprensa sabe o que tem de pagar para aceder à informação. As empresas conhecem as iras do Governo e fazem as contas ao que têm de fazer para ter acesso aos fundos e às autorizações. Sem partido que o incomode, sem ministros politicamente competentes e sem oposição à altura, Sócrates trata de si. Rodeado de adjuntos dispostos a tudo e com a benevolência de alguns interesses económicos, Sócrates governa. Com uma maioria dócil, uma oposição desorientada e um rol de secretários de Estado zelosos, ocupa eficientemente, como nunca nas últimas décadas, a Administração Pública e os cargos dirigentes do Estado. Nomeia e saneia a bel-prazer. Há quem diga que o vamos ter durante mais uns anos. É possível. Mas não é boa notícia. É sinal da impotência da oposição. De incompetência da sociedade. De fraqueza das organizações. E da falta de carinho dos portugueses pela liberdade.

Foi assim que António Barreto fez o retrato de Sócrates

domingo, 5 de outubro de 2008

Reunião...

Caros amigos, considero interessante a "taskforce" distrital reunir brevemente. Acho que é altura de se fazer uma análise ao nosso panorama político.

Saudações

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

É o ca cá!! (É o que há cá!!)

Fico chateado por ver o nosso partido mudo com o que se anda a passar em Portugal.

Todos os dias somos alertados pela comunicação social de assaltos que acontecem por todo o lado, a bancos, a ourivesarias, caixas multibanco, car jacking ( até parece que estamos a viver o tão famoso jogo da PS3 Grand Theft Auto), tiros a turistas, etc.

Até parece que nós é que somos os maus e que temos de ficar calados para deixar acalmar a poeira e passarmos despercebidos.

Srª Presidente, já chega de férias, pode começar a falar e dizer o que quer para os Portugueses e, o que faria de estivesse no governo para alterar esta situação que assusta toda a população, mas fale diga alguma coisa que nós gostamos de a ouvir, pelo menos estávamos habituados a isso quando não era presidente do partido, tinha opinião sobre tudo.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ser ou não ser...

Social Democracia ou Socialismo Democrático?
Eu sou um Social Democrata...
E passo a explicar:
A Social Democracia provém de uma reinvenção do próprio Socialismo.
E é isso que somos, nada mais nada menos do que ter a capacidade de reinventar o que está criado, em tempo real.
Será que o nosso país não precisa de ser reinventado, numa altura em que a ruptura total está eminente? Claro que sim!! Os sistemas em vigor não resultaram, não resultam nem resultarão!
Os portugueses estão à espera de quê? Somos um povo passivo? Um povo controlado? Um povo sem esperança? Vamos ver...
Os combustíveis estão a "afogar" o país com esta maré de sufoco; o custo do dinheiro acompanha esta escalada; a banca deixou de correr riscos já há algum tempo; as consequências são catastróficas.
Desemprego acelerado, inflação galopante e um ciclo sem fim à vista.
Isto porque:
Não há ninguém eleito com capacidade de reinventar o nosso actual país.
Mas a culpa não é nossa, não é do nosso povo, porque não somos um povo passivo, apenas não somos agressivos. Somos controlados por um punhado de pessoas com muito poder. Mas somos sim, um povo sem esperança. Para haver esperança o povo tem de ter a sorte em ter bons candidatos. O povo não escolhe, o povo não tem bons candidatos, o país continua sem esperança.
O Socialismo Democrático não resultou, precisamos da Social Democracia (e não são a mesma coisa!). Reformar é preciso, reformar é a única solução.
Temos de reinventar o nosso ordenamento tributário: choque fiscal verdadeiro para salvar a classe média e as PME's. Baixar o IVA, o IRS e o IRC para já. É urgente baixar a intervenção do Estado no mercado!
Eu estou cá para ser Social Democrata e não para ser Socialista Democrático.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Nem uma Palavra!!

Bem meus amigos, isto começou bem!!
Eu não quero dizer mal da nossa presidente, mas o que se passou no noso país na semana passada merecia uns comentários do maior partido de oposição, mas em vez de se mostrar aquilo que o PSD poderia fazer pelos Portugueses, (mesmo sem se ter realizado o congresso), não se disse uma palavra.
Continuamos na mesma situação, o silêncio como aliado e, não é isto que eu quero, nem o que os militantes que eu conheço querem. Queremos intervenções construtivas, e que apontem os erros que o governo está a cometer, uma vez que mais nínguém aponta, que seja o PSD a apontar, ou não fosse esse o seu principal objectivo.
O que me parece é que o FRETE já começou, e a nossa presidente já diz,
"bolas ganhei isto e agora o que é que vou fazer!!!!"

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O DESAFIO DO ROGERIO

Vamos todos corresponder ao desafio lançado aqui pelo Roger, de continuar-mos todos a escrever neste blog?

Pela minha parte, Desafio aceite.